Catar diz que 'entre 400 e 500' trabalhadores morreram em obras relacionadas à Copa do Mundo

Catar diz que 'entre 400 e 500' trabalhadores morreram em obras relacionadas à Copa do Mundo
O chefe da organização da Copa do Mundo do governo do Catar, Hassan Al-Thawadi, durante entrevista em março de 2022. (Foto: Darko Bandic/AP)

Um funcionário de alto escalão do Catar, envolvido na organização da Copa do Mundo, disse nesta terça-feira (29) que a quantidade de trabalhadores que morreram em obras vinculadas ao torneio está "entre 400 e 500", um número drasticamente maior do que qualquer outro anteriormente oferecido pelo governo.

O comentário foi feito por Hassan al-Thawadi, secretário-geral do Comitê Supremo para Entrega e Legado do Catar (SC), durante uma entrevista para o jornalista britânico Piers Morgan.

Na entrevista, o jornalista britânico pergunta: "Qual é o total honesto e realista que você acha de trabalhadores migrantes que morreram como resultado do trabalho que eles estão fazendo para a Copa do Mundo?"

"A estimativa é de cerca de 400, entre 400 e 500", responde al-Thawadi. "Não tenho o número exato. Isso é algo que tem sido discutido."

Anteriormente, por meio de um comunicado enviado no dia 12 de novembro para o g1, o Comitê Supremo para Entrega e Legado do Catar (SC) confirmou que houve 3 mortes relacionadas ao trabalho e 37 mortes indiretamente relacionadas. Eles acrescentaram ainda que, a partir de 2014, o país adotou medidas para melhorar as condições dos trabalhadores.

Um levantamento feito pelo jornal britânico “The Guardian” aponta que mais de 6.500 trabalhadores estrangeiros morreram no Catar desde que o país foi escolhido para sediar a Copa do Mundo em 2010, mas não especifica se eles morreram em obras para o torneio de futebol.

O Catar conta com uma força de trabalho de mais de 2 milhões de imigrantes.